• Andrea Rebello '

ENDOMETRIOSE: UMA BATALHA INDIVIDUAL DE DOR E FORÇA

Saiba tudo sobre a endometriose e como a ginecologia natural pode curá-la

É necessário ter empatia pelas 6 milhões de mulheres brasileiras que, de acordo com a Associação Brasileira de Endometriose, sofrem de endometriose. Isso significa que entre 10% a 15% das mulheres em idade reprodutiva (13 a 45 anos) podem desenvolver a doença e 30% têm chance de ficarem estéreis. Isso quer dizer que muitas mulheres, por falta de informação e/ou assistência, aguentam dores que podem ser insuportáveis, caladas. Aceitam fazer sexo para agradar o parceiro, mesmo com essas dores, caladas. Trabalham e tentam ser produtivas, porque onde já se viu não trabalhar por causa de “O que é mesmo? Endometriose? Nunca ouvi falar”. Sim, muita gente nunca ouviu e muita gente até ouviu, mas não sabe bem o que é. Piora se falarmos de homens, a grande maioria nos cargos mais altos das empresas. Eles certamente sabem o que é câncer, diabetes, mas pergunte se eles sabem dos riscos e incapacidade que a endometriose pode causar às suas funcionárias mulheres. Aposto que a maioria não. Vou tentar, de uma forma bastante didática, explicar o que qualquer leigo deveria saber sobre endometriose, tendo ou não, por uma questão social.


O QUE É


O tecido que reveste o interior do útero se chama ENDOMETRIO. Durante a fase ovulatória do ciclo menstrual feminino, o endométrio fica mais espesso para receber um possível óvulo fecundado. Quando não rola a fecundação, esse tecido que aumentou se descama e é expelido na menstruação, dando início a um novo ciclo. MAS A MULHER QUE TEM ENDOMETRIOSE não libera todo esse tecido pela menstruação. Ocorre um desvio de parte dele para outros lugares, como ovários, trompas, intestinos e bexiga.





QUAIS SÃO OS SINTOMAS?


A cada 10 mulheres com endometriose, 6 têm dor e infertilidade, 2 têm apenas dor e 2 têm apenas infertilidade. Algumas mulheres sofrem dores incapacitantes, que as impedem de realizar tarefas simples, enquanto outras são assintomáticas. Entre os sintomas mais comuns estão:

• Cólicas menstruais muito intensas que podem ocorrer antes e/ou durante e/ou depois da menstruação;

• Dor durante as relações sexuais;

• Dor constante na região pélvica;

• Fadiga e exaustão inexplicáveis;

• Sangramento menstrual intenso ou irregular;

• Alterações intestinais ou urinárias durante a menstruação;

• Dificuldade para engravidar e infertilidade.


COMO DESCOBRIR SE EU TENHO?


Caso você apresente um ou mais sintomas, consulte o/a ginecologista imediatamente. Mas já adianto que a endometriose ainda é uma doença difícil de diagnosticar apenas por meio do exame físico. Portanto, alguns exames de imagem podem ser necessários.

IMPORTANTE: com sintomas ou não, observe sempre o funcionamento do seu próprio corpo. Reconhecer quais são as fases do seu próprio ciclo menstrual e anotar sempre que tiver alguma mudança (dor, inchaço, aumente ou redução do fluxo, etc) é fundamental para ajudar no diagnóstico.


QUAIS SÃO AS CAUSAS?


Os estudos são muitos, mas as causas da endometriose ainda não foram determinados. Nota-se que ela é genética, então se a sua mãe, tia ou avó têm, as chances de você ter são maiores. Mas ela também aparece em mulheres sem histórico da doença na família.

Para a ginecologia natural, o estilo de vida que levamos é a principal causa, pois ele leva todas as nossas células a ficarem em constante processo inflamatório. Excesso de glúten, lactose, industrializados e açúcar, aliados ao sedentarismo, estresse, má qualidade de sono, enfim, todos esses maus hábitos contemporâneos, fazem com que as nossas células estejam sempre inflamadas e comprometidas. Em algumas mulheres esse processo inflamatório pode se concentrar no útero, resultando na endometriose. Outras mulheres que não apresentam a doença, com certeza terão outras.



TRATAMENTO


O tratamento tradicional da endometriose envolve anti-inflamatórios, pílulas anticoncepcionais, DIU com hormônio e cirurgias. Mas é importante lembrar que nada disso garante que a endometriose não voltará.

Para a Ginecologia Natural (que não é médica, mas sim uma prática holística de observação, estudos e tentativas), não adianta apenas entupir-se de remédios e hormônios e submeter-se a intervenções cirúrgica se seus hábitos não mudarem. Muitas mulheres que passaram a cuidar da alimentação, a praticar exercícios físicos e a conhecer melhor o próprio corpo relataram melhora significativa da doença. Além disso, temos na fitoterapia uma série de analgésicos e anti-inflamatórios naturais, além de terapias alternativas que podem ajudar no alívio dos sintomas.

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 © 2018 criado por Kalinka Araneda

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